A chuva molhava meus cabelos e em meio as gotas que escorriam pelo meu rosto, comecei a chorar.
Por que morrer pelas guerras, porque viver sem objetivo? Nós temos que evoluir, mas algo que está acima de nós não nos permite.
Olho novamente a poça, talvez em busca de mais respostas. E por um segundo vejo meu reflexo enlameado, o vento bate na água e transforma a mim mesma em nada.
Uma brisa quente toca minha face e quase num despertar percebo que nada daquilo poderia ter acontecido. Enxugo minhas lágrimas e abro um sorriso – devo estar louca – e começo a rir, riso que é abafado pela tempestade noturna.

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