Em alguma parte do multiverso, em um planeta
menor que o nosso, a revolução industrial deu muito certo. Durante
séculos.
Mas depois deu muito errado.
Séculos e séculos de carvão, produção
em massa, operários trabalhando 16 horas por dia.
O solo foi envenenado, o ar foi envenenado,
as águas foram envenenadas.
O ser humano com gerações cada vez mais
debilitadas pelo sistema imunológico prejudicado por horas a fio de
trabalho continuo.
Séculos se passaram e as cidades se
tornaram impossíveis de se habitar.
Não que as florestas ou áreas rurais
fossem verdes ainda.
Mas ali era possível, pelo menos, tentar
sobreviver.
O mundo se tornou marrom lama e cinza metal.
Grupos tentaram se organizar com um único
objetivo: sobreviver.
Além da pouca comida e água, um mal maior
assolava o planeta. Doenças e mais doenças.
Para conter essas doenças os grupos
exilavam os enfermos. Quando se tornava impossível mantê-los fora,
um grupo sadio pegava o que podiam e migravam até outro território
já habitado para tomar o local.
As pessoas dessa nova localidade, com medo
de doenças que podiam ser trazidas lutavam até a morte nos muros
improvisados de ferro para não deixar o outro grupo entrar.
O mundo se tornou marrom lama, cinza metal e
vermelho sangue.
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