Felicidade efêmera
Ah, a felicidade
de forma plena?
como, onde, quando?
Nos atemos a projetos de felicidade
Buscando que não sejam efêmeros
Como as coisas que permeiam a vida
Tudo começa, cresce e morre
Duram menos que deveriam
Não temos tempo de viver intensamente
E a saudade faz morada no buraco que essa
felicidade deixa
E a gente vai
pelas esquinas e becos
procurando mais
como viciados
em busca de mais uma dose
Que começa e acaba cedo
E nessa felicidade momentânea
trilhamos um rumo tortuoso
um caminho sem fim
sem objetivo
Morremos um pouco a cada felicidade que se
vai
e somos cada vez menos nós mesmos
perdidos em um labirinto
Nos agarrando as pequenas coisas
E falecendo ao lado delas
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