As lágrimas de uma mulher madura que um dia
já foi fecunda
que sente seu ventre vazio se contorcer de
saudade da prole que lhe foi tomada
Fêmea que já gritou até sua voz se
transformar num uivo.
Com amor, ódio e desalento caiu até
padecer no mais profundo dos abismos.
Agora de joelhos
sua face se esconde
em meio ao excremento da triste dor tortuosa
das almas do além.
E seu pranto se esvai
Sangue, suor e alma
tocando aquele solo profano
mostrando em suplica dor e esperança um
sentimento eternamente infinito de pura força, poder e selvageria
nunca antes conhecido naquele lugar
Os lamentos se silenciam, os trovoes de fogo
se congelam, a violência dos furacões acaricia. O ódio dos nativos
paralisa e tempo para.
E através da mais profunda fenda, onde se
imaginava que nem o nada pudesse existir, um ser adormecido é
tocado.
Seu despertar em fúria se transforma e
através dos urros guturais as duas criaturas se chocam.
A que estava a beira de sua destruição e a
inominável criatura enfurecida.
Em um infindável breve momento a essência
deles rodopiam e dançam. E quando esse instante se finda não existe
mais mulher, não existe mais ser. Os dois numa única nova coisa
habitando o corpo mortal da fêmea se levante de seu desalento e com
um olhar que chorava, mas agora brilha incandescente.
Ela agora sabe, os dois sabem, um, livre
para deixar sua prisão o outro com a certeza da vitória.
E assim, sem limites imagináveis, tudo
começa
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