As vezes no particular
do balançar de uma mesa
que está bamba e fazemos força
para que não mexa.
As vezes no coletivo
de um sábado entardecendo
nas calçadas lotadas da
Avenida Nossa Senhora de Copacabana.
As vezes na individualidade
de não se calar
e impossibilitar o escutar
do pensamento pessoal
ponderando porque o cosmo fez com que
uma folha caísse em meu colo.
As vezes na multidão
que ensurdece a razão e
não me deixa compreender
se estou certa ou errada
de concordar com a
imbecil maioria
Seja na idiotice das massas
ou na ingenuidade burra da singularidade
eu odeio pessoas.
Há que observá-las de longe
para, ao menos tentar,
admirá-las com o auxílio
do preenchimento de lacunas
Porque quanto mais perto
mais nítido
E "a maioria das pessoas
é melhor no abstrato"
Tanto eu, quanto você, quanto nós.
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