Um brinde à mim.
Por estar aqui.
Mesmo que a base de cerveja.
A qual se faz necessária
para que eu possa me congratular.
Dia após dia
navegando entre a ressaca e a bebedeira
vou trilhando caminhos tortuosos.
E mesmo que caia,
com alcool ou não sempre se cai,
invariavelmente me colocarei a andar.
Há um fim.
Mas ele não importa
a consciência é inexistente
após um momento.
Então continuo,
continuarei.
Quando não houver além
não haverá desespero
apenas a brandura de não ser.
Então um brinde à mim.
Pois vivi (e viverei)
todos os dias da minha vida
quer queira ou quer não.
E sigo, dia após dia
sem saber se o que vejo
e o que vivo
é tão nítido e verdadeiro
a ponto de doer
ou se está embaçado e deturpado
a ponto de se tornar surreal.
Mas sigo
um passo
um tropeço
um copo
um cambalear
um brinde
a cada dia
todos os dias.
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